o elemento vermelho no espaço

Há pouco li a notícia de que uma agência brasileira de turismo recebeu autorização da Virgin para vender os seus pacotes para viagens espaciais privadas, que ocorrem a partir de 2009. Esta me levou a outra, de que um brasileiro, empresário do ramo do petróleo, está entre os primeiros da lista; com tudo pago; pronto pra embarcar já no próximo ano.

A viagem custa U$200 mil e é o sonho de qualquer um, vamos combinar. No entanto há toda uma classe de recalcados que, impossibilitados de realizar tal sonho, vê, não a força motriz para ir atrás dos seus próprios, mas o oportunidade de atentar contra os de outrem. Um cidadão que se intitula Sam atestou, no espaço para comentários: ‘Esse cara chorou de vergonha, não é possível… podia ajudar tanta gente com esse dinheiro, mas vai jogar no lixo…’

Acho o pensamento comunista especialmente vil quando dá a entender que as liberdades e vontades individuais nunca têm precedência, e quando impõe barreiras coletivas, sob a desculpa de um bem comum. No fundo, condena todos à mediocridade, impede avanços e pioneirismos e espalha a não aceitação das diferenças.

É daquele cidadão que, ruim como ele só, recolhe a bola quando vê que todos marcaram gols, menos o próprio. É de um espírito de porco dedo-duro, daqueles irmãozinhos mais novos que correm pra mãe para dizer tudo o que o irmão mais velho fez, ao invés de ocupar-se dos seus próprios feitos.

Ficar feliz pelo cidadão ao lado, não apenas o barbudo mais próximo, é parte de uma sociedade mais justa e igualitária. Aceitar as diferenças, o mérito alheio e olhar as circunstâncias que o fizeram capaz de exceder a massa como um incentivo aos seus próprios sucessos deveriam ser a marca de qualquer existência - jamais o contrário. Sentar a bunda na cadeirinha e apontar o dedo pros que evoluem é ambos sintoma e causa da mediocridade do elemento vermelho.

Disputa sem méritos

Se a média de medidas provisórias enviadas neste ano ao Congresso for mantida, Lula poderá, em julho, encher o peito e soltar o bordão: “Nunca antes neste país um presidente… editou tantas MPs”.

Com as medidas provisórias da semana passada, Lula atingiu 328 MPs, segundo levantamento da consultoria Arko Advice. Uma média de 3,8 por mês em 2008. Em seus oito anos de poder, FHC editou 334.

Lula, que na oposição bradava contra as medidas provisórias, hoje não vive sem elas – apesar da chiadeira do Congresso.

da coluna Radar | Edição 2061 da Veja

guerra é guerra

Desperate times require desperate measures.

Eles estão por todos os lados; estão no poder, estão com a palavra, na sua rua, na casa do vizinho, dando aula nas universidades e presentes no estádio de futebol - xingando a mãe do juiz - como se fossem um de nós e estão vermelhos, mas não de vergonha, como deveriam.

Por sorte, já em 1726, Isaac Newton declarou:

Actioni contrariam semper et aequalam esse reactionem: sive corporum duorum actiones in se mutuo semper esse aequales et in partes contrarias dirigi.

A toda ação, sempre se opõe uma força igual; ou, as ações mútuas de dois corpos são sempre iguais e dirigidas às partes contrárias.

À essa força vermelha, que subiu ao poder, se aproxima a reação - que começou muda e acuada - de uma geração que não é sandalhuda e que pratica a democracia liberal de mercado.

De quem estava acordado e não de olhos vendados enquanto o muro de berlim caía, a união soviética ruía e os chineses se entregavam ao capitalismo - mantendo o cerceamento dos direitos civis; aos que insistem em adorar fidel e seu legado de miséria, um recado: o comunismo morreu. E já vai tarde.

Aos que desejam fazer deste um mundo melhor, que seja propositivamente, com trabalho, construindo, e não às custas de invasão de terras, discursos inflamados, populismo e retórica ultrapassados. Mas se querem guerra, terão guerra. Bem-vindos ao anticomunismo de guerrilha.